Quem é e a que veio

É isso aí, criei outro blog!

Poderia-se dizer que essa é uma compulsão minha, algo como aquela pessoa que vira e mexe embarca numa dieta bizarra ou aquele conhecido que gosta de fazer listas (ou roteiros de viagem, ou copiar receitas… Não importa!) O que importa é começar algo novo, sentir, pelo menos nesses fugidios instantes iniciais, aquele fluxo de energia e euforia que te iludem a acreditar que DESSA VEZ tudo será diferente! hahaha

Mas não é o caso. Sendo já escolado nessa vida de criar blogs, eu sei que não deverei postar muitas coisas, nem com frequência. E, assim, eu anuncio a que veio este blog:

Essa história de criar coisas me lembra um (não sei se podemos chamar assim) hobbie de quando era criança: eu gostava de criar nomes de banda. Nunca cheguei nem perto de arranhar qualquer rudimento musical. Mas as bandas, ah as bandas, tinham nomes de sucesso! Com meus blogs tb é um pouco assim: uma grande parte da graça de ter um é batizá-lo. E este tem um nome que muito me agrada e, ao mesmo tempo, denuncia um pouco do que está por vir aqui (talvez): postarei coisas coloridas às vezes, por outras serão coisas divertidas; mas, no fundo, são todas coisas inúteis fúteis, assim como a vida.

Por outro lado, conhecendo a mim mesmo, pode ser que venham reflexões mordazes e ranzinzas, aliás, razão pela qual, efetivamente, resolvi criar o blog. Contraditório? Certamente, mas eu explico (ou tento): é que eu vinha publicando algumas dessas minhas críticas no face, mas, após refletir um pouco, pensei que aquele não era o melhor lugar. A blogosfera sim, é apropriada para esse tipo de texto. Ou hipertexto, mais especificamente. Sem dúvidas a maior maravilha desta mídia, a blogosfera e, por extensão, a internet, é a possibilidade de hipertextualização. E, numa manobra didática, eu já aplico uma espécie de metalinguagem (vcs viram que eu, marotamente, inseri um hiperlink falando sobre hipertexto na palavra hipertexto, né? hã? hã?)

É que aqui eu aproveito o ensejo para minimamente explicar esse conceito, básico na realidade, de hipertexto. É que tem um amigo meu, que certa vez zombou do conceito, dizendo que seria um texto comprido ou grande. É realmente bizarro como nossa memória funciona: provavelmente não foi bem assim, possivelmente ele estava apenas sendo zombeteiro como de costume, mas… ficou marcada em minha memória esses ‘fatos’: fulano. zombou. hipertexto. E, ao falar tudo isso, resolvo uma pequena dissonância cognitiva minha. Algo que, se tudo der certo, será salutarmente recorrente aqui. Por fim, isso descortina algumas outras coisas sobre o blog e sobre mim: ele será majoritariamente uma publicação para mim mesmo; eu sou muito complexado; esse amigo de quem falei tem uma influencia considerável sobre mim, não tanto porque concorde com ele, mas mais porque partilhamos uma profunda ranzinzice e amargor.

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