Ainda sobre o título e sobre propriedade

No primeiro post eu falei de muitas coisas, os assuntos vão se costurando uns aos outros, mas não falei que a primeira ideia (cara, ainda não me acostumei com o fato de que ideia não tem acento…) de título para este blog tinha sido ‘o que tem pra hj’. Esse domínio, no entanto, já está registrado. O blog é até legal, além de ter sido criado por outro leonino, que tb não trabalha na área de formação. Eu acho incrível esse tipo de coisa, de imprevisibilidade de encontros da vida. É só o que pode nos salvar do tédio e angústia de liberdade a que somos condenados… Enfim, o tal blog já está abandonado, mas logo o primeiro post (na verdade o último postado) já me agradou. Eu gosto muito de bicicletas, e este será, possivelmente, um tema recorrente aqui.

A próxima opção óbvia para o título seria ‘o que tem pra hoje’, mas este tb já está registrado, desta vez com um blog dummy.Isso me faz pensar sobre a legitimidade da propriedade. No caso, a propriedade de um domínio na internet, algo abstrato, mas que no entanto pode ter implicações bastante reais, haja vista a economia que a internet move. Além do mais, a discussão se estende para qualquer propriedade: é válido a existência da propriedade?Eu penso que, até certo limite, sim. Mas, mais do que isso, eu penso que é impossível um mundo sem propriedades.

O tema é polêmico, principalmente porque o mundo, tal como o conhecemos, se baseia fortemente na propriedade. O comunismo tentou acabar com a propriedade, mas não deu certo. em grande parte, penso eu, por causa de como somos, como agimos: somos naturalmente negligentes com o que ‘não é nosso’, ao mesmo tempo em que nos dedicamos mais ao que ‘é nosso’. tanto que uma divisão psicológica forte é entre o eu e o outro, entre o nosso e os outros. Por isso que eu digo que, em certa medida, a propriedade é necessária. Ela nos dá alguma paz para podermos seguir adiante. Aliás, uma definição instintiva quase de propriedade é a daquilo que eu produzo com meu esforço ou trabalho, aquilo que eu mantenho. E é justamente aí que reside meu desconforto com a propriedade. Não vou nem falar da mais-valia, indevidamente apropriada pelos capitalistas. Mas me questiono a validade de se ter uma propriedade que não é mantida adequadamente.

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